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Quarta-feira, Janeiro 30, 2002

 
Não suporto propagandas daquelas universidades meia-boca, que passam no rádio e TV.

O roteiro é quase sempre o mesmo: um locutor/ator na casa de seus vinte e poucos anos, com cara de tapado e jeito imbecil de falar, entoa um texto nos moldes: “Meu, venha você também para a Universidade Sorvete na Testa, cara! Temos os melhores professores, e nossos laboratórios são super-modernos! Você não vai perder tempo com teorias que não levam a nada, cara, pois a Sorvete na Testa prepara você para o mercado de trabalho! É demais, são mais de 25 cursos pra você, cara, você vai se amarrar!!!“ Em seguida, invariavelmente entra uma modelinho gostosa, também com cara de beócia, que abraça o sujeito e fala “Meu, a Sorvete na Testa é irada, cara!!!”

Ou seja, mais queima–filme impossível. Se eu fosse vestibulando, evidentemente descartaria de plano qualquer possibilidade de prestar vestibular numa universidade dessas. Iria pensar: “E se eu fico retardado como o sujeito da propaganda?”.

O MEC deveria incluir o quesito “publicidade” na avaliação das universidades brasileiras. Se bem que, na maior parte delas, o ensino consegue ser ainda pior que as respectivas propagandas.


Segunda-feira, Janeiro 28, 2002

 
Um casal qualquer, sentado ao luar, num jardim de Trancoso, Bahia, numa noite quente de verão, em meados de 1996:

“Nossa, que fome!”.

“Pois é, realmente larica é algo que, quando bate, é avassalador.”

“É mesmo, poderia comer um boi agora....”

“Eu também..."

"Ei! Este arbusto não é hortelã?”

“Hum, não sei, parece hortelã.”

“Adoro hortelã......acho que é hortelã!”

“Pode ser.....deixa eu provar......”

“E aí, é hortelã?”

“Sei lá......não tem gosto de hortelã.”

“Ah, vai ver que é porque as folhas são muito novas, ainda não têm sabor”

“É, acho que é isso....bem, vamos comer!”

“Vamos!”

Devoramos o arbusto.

Dia seguinte, Patricia, a dona do jardim, uma inglesa louca, acorda a todos, gritando com carregado sotaque:

“Destruíram meu maria-sem-vergonha!!! Destruíram meu maria-sem-vergonha!!!!!!”

Ou seja, o hortelã era, na verdade, o “maria-sem-vergonha” de Patrícia, uma planta não comestível em condições normais de pressão e temperatura.

Quanto a nós, o casal, resultado: dois dias de infecção alimentar.

Nem tudo que reluz é hortelã......


Sábado, Janeiro 26, 2002

 
“Eu odeio teatro!”.

Apesar de gostar muito de teatro, assim como de praticamente todas as demais formas de expressão artística, sou obrigado a pronunciar a frase acima quase que diariamente. Paradoxo? Repressão? Loucura? Não exatamente.

Trabalho na Avenida Paulista, muito próximo do prédio da FIESP, na frente do qual funciona, de modo perene, uma banquinha da hedionda campanha “Vá ao Teatro”. Leia-se: chatos profissionais, munidos de folhetos mal-impressos, que abordam incautos pedestres com a perniciosa pergunta: “Você gosta de teatro?”.

O desprecavido transeunte, ao ouvir tão inocente indagação, inevitavelmente responde: “sim!”.

Entretanto, mal imagina ele que esta singela e aparentemente inofensiva resposta é, na verdade, o código secreto para o início da aporrinhação em sua forma mais plena.

O chato, respaldado pela resposta afirmativa, sente-se autorizado a regurgitar uma irritante retórica, tentando, de todas as formas, convencer o infeliz interlocutor a adquirir uma mefítica carteirinha, que permite assistir, por determinado período de tempo, a um sem número de peças teatrais.

Peças essas, vale ressaltar, em sua maioria de montagem mambembe, texto ruim, direção fraca e elenco inapto. Ou seja, verdadeiros micos, que são empurrados a todo custo, pois, caso contrário, teriam invariavelmente mais gente no palco do que na platéia (o que costuma acontecer, diga-se de passagem).

Tratam-se, portanto, de sósias de vendedores do Carnê do Baú da Felicidade, que cercam, acuam, sufocam e comprimem a vítima, até que a mesma, convalescida, quase moribunda, se renda, comprando seus produtos.

Faça-se a ressalva, porém, de que o Carnê do Baú é um produto que traz, em seu âmago, a figura inerente da pilantrice, da malandragem, do conto-do-vigário. Comporta, destarte, o modo picareta de venda.

O mesmo, entretanto, não ocorre com o teatro. Este é a sublimação artística de uma das principais características do ser-humano:a capacidade de representação. Neste sentido, deveria ao menos, em nome dos deuses greco-romanos, ser respeitado, e poupado de tal modus operandi ardil.

Pessoalmente, embora de modo involuntário, considero-me experiente na matéria. Desde há muito tempo, sou abordado pelos referidos chatos teatrais, de modo que adquiri, pragmaticamente, a experiência necessária para contornar a questão.

No início, como qualquer outro incauto, respondia, de modo solicito, que gostava de teatro. Ou seja, abria as portas para a inoportuna ofensiva, sentindo na própria pele seu nefasto desenrolar. Entretanto, mesmo inexperiente, afirmo orgulhoso que resisti bravamente e, a duras penas, consegui não adquirir a funesta carteirinha.

Passadas as traumáticas experiênciais iniciais, já calejado, passei a bolar métodos alternativos para livrar-me da indesejada abordagem "pró-teatro".

Exercendo uma parcela de meu sadismo hereditário, passei a maltratar os inevitáveis chatos. Cada vez que me falavam que determinada peça era excelente e imperdível, retrucava com frases como: “Esta peça segue os ditames de Tchecov?”, “A direção está mais voltada para Ziembinski ou Grotowiski?”, “O título desta peça é referência a Beckett, não?”, “Há alguma outra peça que seja baseada numa linha mais próxima ao teatro absurdo de Ionesco?”, entre outras indagações pretensiosas.

Como era de se esperar, invariavelmente recebia como resposta um sujeito mudo, com a face estampada por uma enorme indagação.

Embora esta tática fosse um tanto divertida, devo confessar que não era muito eficiente, pois, muitas vezes, me via incumbido a explicar, ainda que superficialmente, elementos relacionados à teoria e história do teatro aos chatos desinformados. Mesmo sendo, eventualmente, interessante, tal atitude tomava um tempo que eu não estava disposto a perder.

Foi então que, malgrado o risco de parecer antipático, passei a utilizar a frase que me forneceu a alforria definitiva para me livrar, em tempo recorde, dos maçantes vendedores de vale-teatro. Hoje em dia, ao ser abalroado pela fatídica pergunta “Você gosta de teatro?”, olho hostil, com cara de poucos amigos, e respondo:

“Eu odeio teatro!”.


Quarta-feira, Janeiro 23, 2002

 
A internet pode mesmo ser fonte de coisas hilárias.

Seguindo meu instinto trasher (vide post de 10/12/01), vagava, como de costume, por páginas bizarras. Eis que, de repente, surge um site cômico, cujo humor, embora involuntário, é capaz de gerar frêmitos burlescos até nos mais sorumbáticos.

Denominado “Eu Terei Somente um Namoro Cristão”, o referido site propõe-se, em linhas gerais, a convencer os “crentes” de que relações íntimas com “descrentes” são nocivas e contrárias à vontade divina, devendo, portanto, ser evitadas a todo custo.

Para tanto, expõe uma rica, lógica e inteligente argumentação, por sinal típica de crentes e fanáticos religiosos afins.

Declara, por exemplo, que “a Palavra de Deus mostra dogmaticamente com que tipo de pessoa você deve se casar”; que “o amor pela pessoa descrente cega o crente, impedindo-lhe de enxergar qualquer problema no estado espiritual da outra pessoa”, e, ainda, que a “moça descrente terá dificuldade em submeter-se à liderança do marido crente, por não entender o que é a submissão e por não ter capacidade espiritual para ser uma mulher de Deus.”

Não obstante, também descreve o processo patológico pelo qual passa um “crente” que, propositadamente, resolve se envolver com uma pessoa “descrente” e, como se não bastasse, lista as características rapazes e uma garotas que devem ser considerados atraentes os olhos do bom cristão.

Ou seja, é diversão garantida, coisa para rir até cansar.

O melhor de tudo, todavia, não é o entretenimento propiciado pela página. É, na verdade, o fato de que são sites como este que ajudam a manter garotas retardadas e néscias bem longe deste descrente que vos escreve.


 
Acabo de ler a notícia de que o Brasil importará 28 milhões de camisinhas da Índia, para suprir a intensa demanda do carnaval.

Espero que a relação entre os dois países pare por aí, e que o consumo de carne de vaca, por influência dos preservativos indianos, não seja proibido na Festa de Momo.


Terça-feira, Janeiro 22, 2002

 
O rompimento de um mero cabo de força é capaz de gerar apagão em 11 estados brasileiros.

Ainda bem que o Brasil não é (por enquanto) alvo freqüente de terrorismo, pois tal atividade seria deveras profícua nestas terras. Qualquer um, com parco equipamento e pouco esforço, poderia exercê-la com eficiência, difundindo-a rapidamente.

Ainda bem também que terroristas brasileiros não estão jogando (por enquanto), ou não estão sendo suspeitos de jogar (por enquanto), aviões em prédios norte-americanos. Como revanche, ao invés de passar meses desperdiçando milhares de bombas em ermas cavernas e rochas, bastaria aos yankees uma ou outra explosão esparsa, em locais estratégicos (tais como sambódromo e Maracanã), para desarticular nossa pátria amada, idolatrada, salve, salve.

Aliás, estou sendo otimista. Primeiro, porque não seria preciso tanto. Uma breve cartinha amarga do tal FMI já teria efeitos nucleares. E, segundo, porque só é possível desarticular algo que já é articulado, o que, ao meu ver, não é o caso.


Sábado, Janeiro 19, 2002

 
Fato: este template é uma bosta.

Corolário: tenho consciência de que o mesmo deveria ser modificado.

Auto-crítica: embora tenha alterado uma ou outra coisa, não me considero tecnicamente capacitado para melhorá-lo significativamente.

Juízo de valor otimista: levando-se em consideração que, até 2 semanas atrás, eu sequer sabia o que significava "template", pode-se dizer que as coisas não estão indo tão devagar assim.

Possibilidade esperançosa: em breve, novo template.

Resultado provável: o template vai continuar do mesmo jeito. E os textos, idem.


Sexta-feira, Janeiro 18, 2002

 
Já que o assunto em voga é o Senhor dos Anéis, Ricardo Nishizaki, em homenagem aos simpáticos Hobbits, escreve, com a genialidade habitual, um altivo texto (rá, rá, ironia) sobre a arte de ser baixinho. Imperdível.


Quinta-feira, Janeiro 17, 2002

 
Incrível como a onda de "achismo" se alastra. Cada vez mais, leigos decidem virar, da noite para o dia, especialistas, e se propõem a opinar sobre qualquer tipo de assunto, sem a qualificação necessária para tanto.

E dá-lhe Matinas Suzuki e Soninha escrevendo sobre futebol, Caetano Veloso sobre cinema, Ed Motta sobre vinhos, Marilena Chauí sobre culinária, Thales de Menezes sobre tênis, Paulo Coelho sobre mitologia, Álvaro Pereira Jr. sobre música, entre tantos outros exemplos.

Eu, por minha vez, como nada sei, escrevo justamente sobre a minha especialidade: o nada.


Quarta-feira, Janeiro 16, 2002

 
Apesar de possuir a fita, presente do amigo Sérgio Faria, há muitos anos não assistia ao filme Apocalypse Now. E, das vezes que assisti, sempre fui tolhido pelas dimensões reduzidas dos aparelhos de TV e pela qualidade sofrível dos vídeo-cassetes. Acabo de chegar do cinema, da sessão do Apocalype Now Redux. Céus, o que foi aquilo? Sai da sala pasmo, e assim permaneço. Calo-me ante a potência e grandeza do filme.


Segunda-feira, Janeiro 14, 2002

 
Limpar o HD é, definitivamente, a versão moderna de limpar as gavetas. Digo isso pois hoje estava esvaziando meu HD, para fazer back-up dos arquivos importantes e, posteriormente, formatá-lo para instalar o tal Windows XP.

E, nesta atividade, ao invés de reencontrar antigos objetos da infância, cartas anacrônicas de amores que se foram, lembranças de velhos amigos, enfim, despojos de épocas passadas, como acontece quando esvaziamos gavetas, deparei-me com um amontoado de zeros e uns, os quais, na forma de pixels em meu monitor, trouxeram, de certa forma, as mesmas lembranças de outrora. Claro, não tão remotas, afinal só tenho computador há cerca de 10 anos, e talvez não tão nostálgicas, mas que, ainda assim, reavivaram momentos que a minha inconseqüente memória já tinha jogado na vala comum do esquecimento há tempos.

E o esquecimento, definitivamente, não é seletivo. Esquecemos, com a mesma leviandade, tanto bobagens quanto coisas importantíssimas. Uma verdadeira loteria.

Dentre as bobagens que já não lembrava, está uma aposta que fiz, uma vez, com uma amiga. Não lembro o contexto mas, certa vez, comentei com ela que gostava tanto de frio que já havia me jogado, apenas de calção, numa pilha de neve. Ela duvidou, e apostou um CD como não era verdade. Felizmente, para mim, havia esta foto, a qual acabei de encontrar perdida no meu HD, que demonstrava o fato. Ganhei um belíssimo CD do Sonny Rollins, dos meus preferidos até hoje.

Ah, sim, você deve estar se perguntando: o que eu estava fazendo, de calção laranja, numa pilha de neve? Bem, sinceramente não lembro, mas confesso que, realmente, foi algo bastante imbecil.

Mas, se formos novamente vasculhar a memória, quantas coisas imbecis já não fizemos, e não tivemos sequer um CD de prêmio para nos consolar? Ou, pior, que nos causaram perdas que lamentamos até os dias de hoje?

Perdas essas, de fato, muito difíceis de esquecer....

Domingo, Janeiro 13, 2002

 
Atendendo aos insistentes pedidos do Sr. Nishizaki, a partir de agora, é possível comentar o conteúdo deste blog.

Pega leve, Nishi, não vá se empolgar....


Sábado, Janeiro 12, 2002

 
Mais uma prova de que a lei, no Brasil, é feita sob medida para os ricos:

Comer num restaurante e não pagar a conta por não ter dinheiro, é crime, e a pessoa, por causa disso, pode pegar até 2 meses de xadrez.

Comer num restaurante e não pagar a conta, tendo, porém, dinheiro para pagar, é mero ilícito civil, e não sujeita o indivíduo a nenhum tipo de sanção penal.

Ou seja, o pobre faminto que pede um prato de comida e, depois, revela não ter dinheiro, vai para o xilindró. O rico abastado e opulento, que come feito um porco e, depois, filhadaputamente, diz, gargalhando e sacudindo o maço de notas, que não vai pagar a conta, sai pimpão e faceiro do restaurante, sem que nada aconteça.

Maniqueísmos à parte, dica para aqueles que vão dar pindura: leve dinheiro. Você não poderá ser preso.


Sexta-feira, Janeiro 11, 2002

 
Fiquei profundamente emocionado com as palavras do genial Américo a este humilde blog, e ao seu singelo autor. São amigos assim que justificam a existência, dando sentido para essa tal de vida. Valeu mesmo, Mecão!!!

 
High Fidelisticamente, segue a lista, indiscutível, dos 5 maiores nomes, de todos os tempos, da música brasileira:

1 - Heitor Villa-Lobos
2 - Pixinguinha
3 - Tom Jobim
4 - Chico Buarque
5 - Jorge Ben (Ben, que fique claro, não Benjor! Apenas até 1976).

Reservas imediatos:

1 - Noel Rosa
2 - Cartola
3 - Lupicínio Rodrigues
4 - Camargo Guarnieri
5 - Dilermando Reis

Reservas mediatos:

1 - Dorival Caymmi
2 - Ary Barroso
3 - Ismael Silva
4 - Baden Powell
5 - Adoniran Barbosa

Terceiros reservas:

1 - Ernesto Nazareth
2 - Jackson do Pandeiro
3 - Jacob do Bandolim
4 - Lamartine Babo
5 - João Pernambuco

Quartos reservas:

1 - Luiz Gonzaga
2 - Vinícius de Moraes
3 - Catulo da Paixão Cearense
4 - Zequinha de Abreu
5 - Hermeto Pascoal

Variante de quartos reservas:

1 - Nelson Cavaquinho
2 - Radamés Gnattalli
3 - João Gilberto
4 - Benedito Lacerda
5 - Garoto


Quinta-feira, Janeiro 10, 2002

 
E não é que nossa heroína Ana T venceu, e conseguiu assistir ao filme com o amado Américo?

E não é que o Américo perdeu, deixando de comer tacos e beber dry martinis?

E não é que o Albertin escreveu, ao descobrir a unicidade do eu?

 
Por falar em escritório, em qualquer um deles há sempre coisas que, por mais que você tente, não consegue entender.

Há uns 2 anos, trabalhava num escritório cujo o banheiro tinha uma placa metálica, até bonita, com os dizeres, em letras garrafais: "FAVOR NÃO URINAR NO CHÃO".

Sempre que entrava e lia aquilo, pensava: "Cazzo, se um cliente entra e vê isso, que tipo de gente ele vai achar que trabalha aqui?".

É claro que o cliente iria pensar: “Meu, se esses caras não são capazes nem de mijar dentro da privada, como vão conseguir fazer um trabalho decente?”

Ou seja, é evidente que uma placa como aquela, colocada no banheiro de uso comum dos funcionários (diga-se de passagem, praticamente todos com nível universitário), além de humilhante, era extremamente queima-filme. E os chefões, talvez por estarem alheios, utilizando suas nobres porcelanas e toalhas asseadas, talvez por pura cretinice, nem se tocavam daquilo. E placa ficava lá, reduzindo todos a meros incontinentes sem mira.

Um dia, fiquei de saco cheio de ver aquela placa, que afrontava a minha condição de ser humano civilizado, e resolvi tomar uma atitude. Fui num destes lugares que confeccionam placas e pedi para fazerem uma placa metálica idêntica àquela do banheiro, com o mesmo tamanho e formatação. Entretanto, ao invés dos dizeres da outra, a placa que mandei fazer, com as mesmas letras garrafais, dizia: "FAVOR RETIRAR O PÊNIS DA CUECA ANTES DE COMEÇAR A URINAR".

O cara da loja estranhou, e custou uma certa grana, mas valeu a pena.

Neste mesmo dia, aproveitei o fato de ser o último a sair, quando já não havia mais ninguém no escritório, e troquei as placas. Dia seguinte, foi aquela confusão. Os primeiros que iam ao banheiro (tem sempre aqueles que, antes de começar o expediente, vão dar aquela tirada de água do joelho), saiam gargalhando, e começaram a contar pro resto do pessoal. Em certa altura, a história correu e já estavam praticamente fazendo fila para ver a nova placa. Eis que, atento ao rebuliço, um daqueles malas da administração, que sempre aproveitam qualquer oportunidade para puxar o saco do chefe, resolveu contar a história para um dos chefões.

Foi novamente um bafafá. Todos voltaram às suas respectivas salas e baias, porém a espreita, para ver o que aconteceria. Eis que, de repente, até mesmo o déspota todo-poderoso, dono do escritório, levantou de seu trono e foi, em pessoa, até o banheiro da "ralé" conferir, com seus próprios olhos, o motivo da celeuma. Incrível como quanto menor a cabeça da pessoa, maior um problema tende a parecer.

Cerca de meia hora depois, saiu uma circular furiosa e ao mesmo tempo hilária (pena que não guardei uma cópia) dizendo, entre outras coisas, aquela lenga-lenga de que aquilo não era uma atitude digna de um profissional, que era um desrespeito com a empresa e os demais colegas, que seria aberta uma sindicância (!) para apurar fatos e descobrir os responsáveis, que os mesmos seriam exemplarmente punidos etc...

Como eu tinha certeza que ia dar rolo, evidentemente tomei todas as precauções, e não deixei nenhuma pista de que eu tinha sido o pai da criança. Portanto, depois de um certo tempo, não se achou um culpado, e a tal "sindicância" foi abandonada. Até hoje, salvo por um ou outro amigo muito próximos, ninguém ficou sabendo da minha autoria.

De qualquer maneira, assim que retiraram a minha placa, não colocaram nenhuma outra no lugar. E, até onde sei, assim permanece até hoje. O que é uma vitória.

Embora eu nem esteja mais no referido escritório, fico, ao menos, satisfeito em saber que, em algum momento, contribui para que pessoas pudessem satisfazer suas necessidades fisiológicas de forma mais digna.


Quarta-feira, Janeiro 09, 2002

 
Além de navegar na internet, jogar free-cell, xavecar a estagiária gostosa e ir tomar café (algo que não faço), há outras coisas que podem ser feitas naqueles (raros) momentos em que você está no trabalho sem fazer nada, ou naqueles (muitos) momentos em que você está sem vontade de trabalhar.

E, para tanto, é possível, inclusive, aproveitar os recursos disponíveis em sua própria mesa de trabalho.

Às vezes, quando o tédio baixa, o que, por sinal, é um tanto freqüente, recorro ao meu telefone. Além de ficar ligando pros amiguinhos para bater-papo no meio da tarde, atrapalhando suas respectivas jornadas laborais, descobri uma outra função muito "útil" para meu telefone. Explico:

Meu telefone é daqueles que possuem acesso a duas linhas, de maneira que posso ligar, do mesmo aparelho, para duas pessoas ao mesmo tempo. Além disso, ele possui uma tecla “conference”. Como o próprio nome diz, essa tecla coloca as duas linhas em conferência, ou seja, une duas ligações distintas numa só, fazendo com que os interlocutores da cada uma das diferentes linhas consigam falar entre si.

Logo, qual é o divertido passatempo? Ora, ligar para duas pessoas ao mesmo tempo, colocá-las em conferência e deixá-las falando, sem avisar, porém, que você é o responsável pela ligação. Tá, concordo, é um tanto retardado, mas atire a primeira pedra aquele que nunca se divertiu com coisas retardadas.

Mas enfim, após encher o saco de vários amigos, colocando-os na mesma linha e ouvindo aquelas discussões: "Fala, meu!", "Não, fala você cara, você me ligou!", "Não, foi você quem ligou!", "Imagina, o telefone tocou, eu atendi e era você", "Não senhor, eu é que atendi ao telefone", etc..., resolvi partir para novos experimentos, até porque o pessoal já não estava mais caindo nos meus "trotes".

Foi então que comecei a ligar para números incompatíveis entre si, por assim dizer. Para começar, liguei, concomitantemente, para uma mesquita e uma sinagoga, e coloquei-os, muçulmano e judeu, em conferência. Foi interessante: houve inicialmente estranhamento mútuo mas, no fim, concordaram que devia ser algum engano e desligaram o telefone, inclusive despedindo-se cordialmente. Ao menos no Brasil, parece que os conflitos no Oriente Médio não afetaram as ligações telefônicas.

Resolvi, então, ligar para um mosteiro e para uma "casa de baixo meretrício". Não deu em nada, pois o monge que atendia sempre achava que era trote e desligava imediatamente.

Tentei, então, a variante T.F.P. e puteiro. Liguei, evidentemente, esperando que o sujeito da T.F.P. fosse aproveitar a ocasião para marcar um programa sadomasoquista com a prostituta. Infelizmente, não foi o que ocorreu. Mas até que foi bem engraçado, pois o reacionário que atendeu começou a emitir um sermão moralista quando descobriu que falava com uma profissional, até o momento em que a moça ficou puta (rá, rá, trocadilho) e começou a falar uma série de palavrões pro sujeito, batendo, em seguida, o telefone. E o cara ainda ficou na linha, gritando: "Rameira, Rameira!!!". Cômico.

Mudando de ramo, passei para as torcidas organizadas. Liguei inicialmente para a sede da Gaviões e para a sede da Mancha Verde, e coloquei-os em conferência. Foi forte, vocês precisavam ter ouvido. Palavrões, intempéries e ameaças e todo o tipo. Desligaram furiosos. Depois tentei novamente com a Pavilhão 9 e a Torcida Independente. Desta vez, curiosamente,nada ocorreu: ambos estranharam a ligação e desligaram sem rusgas. Mancha Verde e Independente, mesmo coisa.

Exauridas as torcidas, parti, então, para os partidos políticos. Liguei para o diretório do PT e para o do PPB. Não deu em quase nada. Quando o cara do PT começou a ficar indignado, a telefonista do PPB, perplexa, disse “PT? Eu, hein, meu filho!”, e desligou.

Liguei, então, para o PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) e para o PCO (Partido da Causa Operária). Stalinistas contra Trotskistas, a coisa prometia. Dito e feito. Foi, sem dúvida, a ligação mais engraçada de todas. Além de se “insultarem”, mutuamente, com palavras como “pelego”, “entreguista”, “reformista”, “sectarista” e afins, começaram a discutir, aos berros, suas teses comuno-revolucionárias. Foi hilário.

Depois dessa, como se já não fosse tempo, voltei ao trabalho. Entretanto, ficaram idéias tal como ligar para Globo e SBT, FHC e Itamar Franco, Ciro Gomes e José Serra, Jader Barbalho e ACM, Caetano Veloso e Veja, o guitarrista do Bidê ou Balde e o Paulão do Garagem, Marcelinho Carioca e Wanderley Luxemburgo, Zé Ramalho e Paulo Coelho, ente outros. Precisaria apenas dos telefones. Caso alguém os possua, ou tenha mais alguma sugestão para novas ligações, por favor me diga.

Depois, crianças, tio Luis conta outras formas de diversão e passatempo para enfrentar o modorrento cotidiano de um escritório....

Terça-feira, Janeiro 08, 2002

 
Ouvi dizer que pretendem fazer um tributo em homenagem à Cassia Eller.

Respeitando a finada cantora, a qual, por sinal, eu até gostava, me pergunto: como seria possível fazer um tributo a alguém que só cantava músicas de terceiros?

Não deveria ser um "Tributo aos Compositores das Músicas que Fizeram Sucesso na Voz de Cássia Eller"?


Segunda-feira, Janeiro 07, 2002

 
Ainda na sessão "Obrigado", agradeço ao post do Rogério de Moraes, do Base 233. Foi, sem dúvida, um dos melhores elogios que já recebi na vida. O cara simplesmente cometeu a blasfêmia de associar algumas destas tortas linhas, por mim exauridas, às palavras de meu xará Veríssimo, mestre supremo da crônica brasileira.

Embora discorde categoricamente, confesso fiquei sem palavras. Valeu!

E obrigado também àqueles que têm mandado simpáticos e-mails!

Mas agora chega, pois já está parecendo discurso de ganhador de prêmio de "melhor curta animado" em noite de entrega de Oscar.

 
Agradeço ao Sergio Faria, do Catarro Verde, à Vanessa Marques, do Morfina, à Ana T, do Netuske e ao Nishi, da Fun Page, pelos elogios.

Encômio de gente deste calibre é edificante. Deste jeito, vou ficar mais mala do que já sou.

 
Por que será que todo mundo faz cara de estar vendo um ET quando você diz que não gosta de café, coca-cola, batata-frita e chocolate?


 
Bem lembrado, Bel.

Jogue aqui o Super Trunfo 2000, da Palatur.

E, se você for visitar São Paulo e deseja comodidade, não deixe de alugar um carro no Toninho Rent-a-Car.


Domingo, Janeiro 06, 2002

 
Incrível como o objeto em observação muda de acordo com o observador.

Hoje estava num bar, conversando com uma amiga, quando ela me disse: "Nossa, aquele garçom não é a cara do Guilherme Arantes?". Olhei pro tal garçom e constatei: ele não tinha absolutamente nada a ver com o referido cantor. Entretanto, ela podia jurar que o cara era sósia do mala. E eu, podia jurar que ela estava viajando. Além de achar uma puta sacanagem com o garçom.

Esta cena me fez lembrar das "personalidades" com as quais já me disseram que eu parecia, ao longo da minha vida. Acreditem ou não, até onde me lembro, já me disseram, em algum momento, que eu era parecido com:

- Lobão (cantor)
- Christian Bale (ator)
- Thunderbird (VJ da MTV)
- Naji Nahas (pilantra)
- Ricardo Mansur (picareta)
- Gastão (ex VJ da MTV)
- John Lennon
- Louco (personagem das histórias do Cebolinha)
- Dan Aykroyd (ator)
- Floriano Peixoto (ator)
- Veloso (goleiro)
- Nelson Gonçalves jovem
- Pedro Camargo Mariano (cantor)
- Garth Brooks (cantor)
- Uma das skins do Quake III
- O carinha que aparece na tela de abertura do programa Groupwise.

Em suma: tirando os dois últimos citados, que, de fato, têm a ver, todas as outras associações foram, sem dúvida, fruto de deliríos momentâneos de terceiros.

Sábado, Janeiro 05, 2002

 
Acompanhe o drama de Ana T no bacana blog Netuske.

O enredo é o seguinte: Ana T é fã do livro "Senhor do Anéis". Logo, ela quer desesperadamente ir ao cinema, assisitir ao recém lançado filme homônimo. Além disso, Ana T namora Américo, um dos maiores conhecedores de Tolkien do país. Portanto, Ana T deseja, evidentemente, unir o útil ao agradável e assistir ao filme com seu namorado. Ocorre, entretanto, que Américo encontra-se em Recife, e só volta semama que vem. Deste modo, Ana T luta ardorosamente contra a vontade de assistir ao filme sem Américo.

E então? Conseguirá Ana T resistir à tentação e esperar o retorno de seu amado? Ou o desejo de ver o filme será irresistível, e Ana T sucumbirá, indo ao cinema antes do regresso de Américo?

Não percam o desenrolar emocionante desta trama!

Transmissão exclusiva em: Netuske.

 
Ao resolver escrever um blog, estava decidido a não tratar de assuntos muito pessoais, e fugir do estilo confessional (embora nem sempre tenha seguido a determinação à risca).

Entretanto, hoje foi uma noite emblemática, das quais não se pode deixar passar em branco.

Explico: Tenho para mim que o melhor ano da minha vida foi 1994. Neste ano, dentre outra coisas, consolidei a amizade com alguns de meus melhores amigos que permanecem até hoje, descobri a música que me orienta: o jazz, e comecei a me aprofundar em assuntos relevantes, como filosofia, artes, história, política e ciências sociais. Enfim, foi o ano que me forneceu, em linhas gerais, as diretrizes daquilo que pretendo ser até o fim dos meus dias.

Dentre os eventos que me marcaram o ano de 1994 estão, com certeza, os saraus que promovi na minha casa, reunindo, ainda que modestamente, amigos que despontavam, ainda jovens, nas mais diversas artes.

E, dentre estes amigos, estava Isabel Garcia, a Bel, querida amiga e exímia cantora, que me agraciava com suas ternas e suaves melodias. Além dela, estava também Marcelo Geraldo, vulgo Dandão, colega de Santa Cruz e gênio indubitável de nossa geração. Um fenômeno. Sempre acompanhado pelo violão e estudando muito pouco, de jeito quase insolente, desafiava catedráticos das mais variadas matérias, passou entre os 10 primeiros da FUVEST e, com apenas com pouco mais 1 ano de aprendizagem de música, tocava como um relativo virtuose.

Ambos foram, por muitas vezes, protagonistas de excepcionais saraus musicais, de belíssimo repertório, os quais minha casa teve a honra de abrigar.

Acontece, entretanto, que o tempo, como sempre acontece, passou.

Embora tenha mantido, na medida do possível, um estreito laço de amizade com Bel, deixei de ouvir com freqüência seus sonidos vocais. E, infelizmente, perdi completamente contato com Dandão.

Restaram, no entanto, lembranças de tempos felizes, que ecoavam na memória.

Eis que, hoje, uma sexta com feição de qualquer, Bel me liga, dizendo que, passados muitos anos, voltou a falar com Dandão. E, melhor, chamou-o para uma balada.

Encontramo-nos os três num bar típico de Vila Madalena.

Após a bebericação de praxe e conversas fecundas, o bar em que estávamos fechou. Seguimos, sem opçâo melhor, para minha casa.

Como nos velhos tempos, munido do meu velho violão surrado, Dandão tocou suas esplendorosas harmonias, e Bel cantou suas fluidas melodias. Para a minha alegria.

Confesso: difícil descrever a emoção de rememorar os velhos tempos de juventude: o saudoso Santa Cruz, o esplendoroso ano de 1994, as velhas canções, os velhos acordes, os velhos refrões, os velhos anseios.

Sem dúvida, foi uma das melhores noites que tive nos últimos anos.

Muitíssimo obrigado. Viver ainda pode valer a pena.



Quinta-feira, Janeiro 03, 2002

 
Curioso esse mundo dos blogs. Tornaram-se uma espécie de substitutos dos antigos BBS.

Há cerca de 5 anos, participava com freqüencia de um BBS chamado Capslink, que era mantido, se não me engano, por uma loja de Mac. Esse BBS, em ambiente First Class, reunia várias pessoas deveras interessantes, e era palco desde conversas casuais até acalorados debates, grandes polêmicas e, não raramente, algumas rusgas e brigas. Às vezes até rolava uma ou outra balada, especialmente na Real, padoca vizinha à MTV, no Sumaré.

Nem sei se ainda existe, mas o Capslink era realmente um "local" bem interessante. Rendeu muitas risadas, algum aprendizado e até uma ou outra amizade mais duradoura. E, no meu caso, até duas fitas de vídeo.

Mas depois que parei de acessar, não lembro por qual motivo, perdi contato com seus integrantes. O que, diga-se de passagem foi uma pena. Apenas ouvia, esporadicamente, notícias de um ou de outro.

Entretanto, eis que ouço falar, recentemente, de um blog chamado Catarro Verde. Ao acessar, qual não é a minha surpresa quando verifico que o autor do mesmo é Sergio Faria, um dos baluartes da saudosa Capslink. E o cara continua lá, com seu humor corrosivo e sua verve explosiva, que, por sinal, parece que só aprimorou com o passar dos tempos. Genial.

E, em seguida, ao falar com o Sérgio, descubro que vários outros membros da Capslink têm blog, como Tom B, Marcão RS, Jean Boechat, Fabíola Koling, André Conti etc....E, quem sabe, talvez tantos outros como Ernesto Herrmann, Marcelo C, Irineu, Tofoli, Durval Tabach, Fernando Salém, Ricardo GF, Al Lima, Cris Monstro, entre outros, também o tenham. Bem, eu tenho esse aqui.

De todo modo, é sempre bom ouvir dos velhos amigos, ainda que virtuais.

Ps: quanto às citadas fitas de vídeo, foram presenteadas pelo próprio Sérgio que, um dia, promoveu um mini-concurso, perguntando para todos quem era o criador da famosa seqüência do assassinato no chuveiro, do clássico Psicose. Eu, que por acaso acabara de ler sobre Saul Bass, fui o felizardo ganhador. Tenho ambas até hoje: Laranja Mecânica e Apocalypse Now.


 
Se um médico me dissesse "você tem apenas 12 horas de vida", não teria dúvidas: passaria essas 12 horas derradeiras correndo numa esteira, daquelas de academia.

Afinal, se 10 minutos correndo em esteira parecem 2 horas, então 12 horas de esteira devem eqüivaler a, pelo menos, umas 2 semanas. Portanto, seria o jeito mais eficiente de esticar um pouco a existência.

Se bem que, convenhamos, é prefirível morrer a correr 12 horas numa esteira. Aliás, se eu corresse 12 horas numa esteira, muito provavelmente bateria as botas lá pela terceira hora.

É, pensando bem, se um médico me dissesse que eu ainda teria 12 horas de vida, provavelmente passaria essas horas num restaurante, ou num puteiro, ou em ambos.

Comendo, literalmente, até morrer.


 
E como assunto é blog (ah, metalinguagem), ai vai mais uma sessão recomendação:

Morfina

Muito bom. Dos poucos que dá vontade de ler os arquivos.

Cuidado, Nishi.


 
Hoje resolvi sair do circuito blogs de amiguinhos, e fui dar uma passeada pelos blogs famosos que existem por aí.

Fiquei impressionado com a quantidade de blogs "inteligentes, modernos, críticos, iconoclastas e sarcásticos" que encontrei. Vários, e sempre num estilo "descolado" parecido. Parece competição.

E então, entramos na disputa ou jogamos a toalha?

Bem, escrever um post como este, me fazendo de ente esclarecido e privilegiado, que percebe e delata a pretensão alheia, já me enquadra na categoria. Sim: sou mais um dos que tenta, a cada vírgula, ser inteligente, moderno, crítico, iconoclasta e sarcástico.

Quarta-feira, Janeiro 02, 2002

 
Acabo de ler a notícia: "Novo Guerra nas Estrelas terá N´Sync como Cavalheiros Jedi". Motivo: a filha de 13 anos do George Lucas é fã dos sujeitos, e encheu o saco do pai para incluí-los no filme. Parece piada, mas, aparentemente, não é.

Mesmo não sendo, nem de longe, um dos fãs mais ardorosos da história, evidentemente, fiquei indignado.

Puta desrespeito com a legião de seguidores históricos da saga, ainda mais por um motivo cretino como esse.

Já pensou se a moda pega? Teríamos o Nick Hornby escrevendo sobre o Pikachú porque sua filha é fã do Pokemón, ou o Cyrus Chestnut gravando a trilha dos Telletubbies por causa da vontade de seu caçula.

Ademais, há certas coisas que não podem ser retomadas. A trilogia inicial de "Star Wars", sem dúvida, é um marco. De repente, não bastasse a mácula causada pelo ruim "Phantom Menace", sua reputação fica ainda sujeita ao mau gosto inerente a uma pré-adolescente norte-americana. George Lucas deveria aproveitar os muitos milhões de dólares que acumulou e deixar sua obra pregressa em paz.

Aliás, não apenas ele, mas vários outros artistas deveriam se aposentar, poupando suas até então brilhantes carreiras. Não adianta: tudo tem uma fase de evolução, auge e decadência. Felizes são aqueles que param, ou são parados, no auge, ou um pouco após dele. Mas isto é assunto para outros posts....

eis o descrente:

metalinguagem
desenbuche
ICQ 12729738

arquivos:
clique aqui
ratifico:
Fabula Web
Martini Diaries
Netuske
Milharal
Celacanto
Palatur
Fun Page do Nishi
Just Lament Official
HP
Morfina
Catarro Verde
Mundo Perfeito
Bolsa Amarela
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