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Segunda-feira, Fevereiro 25, 2002

 
Atenção: Se você é sensível a linguagem obscena, sofre de idiotice congênita ou vota no Maluf, não leia este post. Aliás, se você vota no Maluf, uma dica: beba um copo de cianureto na véspera da eleição. Dá uma sorte incrível ao seu candidato.

Albertin tem uma certa dose (rá, rá, trocadilho) de razão quando diz que álcool é um insumo básico para a sobrevivência humana.

Sexta-feira passada, em mais uma incursão no capcioso mundo dos negócios, estive em reunião com executivos de um outro grande banco brasileiro.

Na mesa de reuniões, vários diretores do banco, das mais diversas áreas, discutindo assuntos um tanto complexos, a fim de atingir importantes decisões para continuidade de uma ingente operação.

Já era noite, e estávamos reunidos desde o começo da manhã. Questões intrincadas, impasse, incerteza, atritos, dissenso. Muitas horas transcorridas e nada. E a perspectiva também não era lá muito animadora. A madrugada já parecia nos esperar de braços abertos, porém pouco amistosos.

Eis que Sr. Alonso, Diretor Financeiro do banco, até então circunspecto senhor na casa de seus sessenta anos, olhou para o relógio, respirou com ares de incomodado e falou, em alto e bom som:

“Puta que o pariu! Estar em merda de reunião às 10 da noite de sexta é foda! Caralho, hora dessa já era pra eu estar em casa biritando!”

Ao ouvir isso, Sr. Matias, Diretor Comercial, outro grave senhor, dono da sala onde a reunião estava ocorrendo, imediatamente respondeu, levantando-se da cadeira:

“Porra, Alonso, por que você não disse antes?”

Nisso, Sr. Matias foi até um armário localizado ao lado de sua mesa de trabalho, abriu a porta e, de dentro, retirou uma garrafa de vidro, cheia de um líquido translúcido, dizendo:

“Senhores, tenho uma jóia rara aqui! Essa é uma braquinha lá da minha fazenda em Minas. Coisa finíssima, produção artesanal, vocês têm que provar!”.

Nessa, todos os demais diretores, até então sérios e comedidos em suas funções de homens importantes decidindo, estouraram em alegria, falando quase que em uníssono:

“Opa, opa, põe uma dessa pra gente aí, Matias!”.

E o Sr. Matias, já animado com a reação coletiva:

“Pô, não se façam de rogados, se vocês quiserem, tem bem mais coisa aqui!”.

Em seguida, escancara as portas do referido armário, revelando um tesouro até então recôndito, composto de garrafas de whisky, vodka, conhaque, rum, gim etc., todos da mais alta qualidade que se pode encontrar no mercado.

Ante tal visão, os demais diretores, num misto de empolgação e descontração, felizes pela primeira vez no dia inteiro, manifestam-se, atabalhoadamente:

“Ôôôô, maravilha! Demorou, demorou!!!!”

“Puta que o pariu, Matias, tu tá bem servido, que arsenal, hein?”

“Porra, Matias, sua puta gorda, como você não fala disso pra gente?”!

“É, seu viado, vai tomar no cu, tava miguelando goró pra nóis, caralho!”

Nisso, as xícaras de café imediatamente passaram a fazer as vezes de copos de bar. E, uma após outra, foram sendo preenchidas com as mais diversas variedades etílicas, sendo logo em seguida esvaziadas, a largos goles, pelos diretores.

E animação foi crescendo, com todos sorridentes e falantes, especialmente o Sr. Matias, agora apenas Matias:

“Ô, seus bostas, vão ficar só no Blue Label? Vão se foder! E a minha bagaceira aqui, ninguém vai provar, caralho?”

Quanto a mim, apesar da insistência coletiva, provei apenas um gole da cachaça do Matias, para não fazer desfeita. Embora também estivesse com vontade de encher a cara, me contive, na posição de sério consultor externo contratado. Tinha que manter alguma aparência, o que parece ter dado certo, já que, ante a minha recusa, os diretores falavam:

“Ô, ô....o doutor é sério, o doutor é sério!”.

Após cerca de meia hora de confraternização etílica, e com o ambiente bem mais descontraído, voltamos à pauta da reunião, uma vez que, apesar do dia, do horário e da bebedeira, havia questões que precisavam ser resolvidas, e conclusões que precisavam surgir.

Desta vez, entretanto, surpreendentemente ou não, os assuntos começaram a fluir muito melhor. Os impasses sumiram, os conflitos cessaram e o consenso aflorou. Em pouco mais de uma hora, todos os problemas que, por horas, pareciam sem solução plausível, foram devidamente equacionados. E, finda a reunião, saímos todos felizes e, tirando eu, bêbados, com a plena sensação de dever cumprido.

Quanto a mim, embora não tivesse aproveitado o convescote alcoólico como poderia, constatei que, de fato, as coisas podem ser resolvidas bem mais facilmente após algumas boas e generosas doses.

Em suma: Está com algum problema? Para que brigar? Vamos beber!


Sexta-feira, Fevereiro 22, 2002

 
Dez melhores frutas, de todos os tempos:

1 - Pêssego
2 - Laranja
3 - Mexerica
4 - Melancia
5 - Jabuticaba
6 - Maracujá
7 - Cereja
8 - Morango
9 - Ameixa
10 - Serigüela


Quarta-feira, Fevereiro 20, 2002

 
Verão. Ar quente, sólido, denso, úmido. Grande ventre, que envolve, enleia, afoga, mas não possui saída. Derretemos em forma de suor salgado, pegajoso, ardido.

No frio, derrubamos florestas, queimamos fogueiras. Protegemo-nos com a pele escalpada dos animais que nos alimentam. Nossa temperatura corpórea é mantida, revertendo em bem-estar.

No calor, não há esperança, não há solução. Resignamo-nos. Pobre homem dos trópicos, que sobrevive aos dias em que nem a sombra das árvores, nem a água dos rios, conseguem refrescar. E, século após século, padece sob o mesmo sol escaldante, envolto pelo mesmo ar sórdido, que sufoca, asfixia.

Eis que um homem, santo-homem acima dos outros homens, raciocina para nos salvar. E, de sua mente brilhante, nasce a maior invenção da história da humanidade.

Não há roda, escrita, pólvora, arado, lente, tear, imprensa, relógio, radiografia, penicilina, fotografia, motor, água-tônica, automóvel, avião, foguete ou computador que a substitua.

Obrigado, Willis Carrier, inventor do ar-condicionado, nosso redentor. Minha felicidade depende diariamente de você.



Terça-feira, Fevereiro 19, 2002

 
Seis maiores nomes do jazz, de todos os tempos:

1 - Louis Armstrong
2 - Duke Ellington
3 - Miles Davis
4 - Ella Fitzgerald
5 - John Coltrane
6 - Charlie Parker


Domingo, Fevereiro 17, 2002

 
Vinte e cinco melhores bandas de rock, de todos os tempos:

1 - The Beatles
2 - The Jimi Hendrix Experience
3 - Frank Zappa and the Mothers of Invention
4 - The Rolling Stones
5 - Led Zeppelin
6 - Cream
7 - Deep Purple
8 - Black Sabbath
9 - The Clash
10 - Velvet Underground
11 - Jethro Tull
12 - Rush
13 - Steve Ray Vaughan and the Double Trouble
14 - Pink Floyd
15 - New Order
16 - Radiohead
17 - Creedence Clearwater Revival
18 - Sex Pistols
19 - The Who
20 - Nirvana
21 - Joy Division
22 - Queen
23 - Smiths
24 - Pixies
25 - Police


Sábado, Fevereiro 16, 2002

 
Carnaval. Interior. Sítio. Folia. Descanso. Sofá. Livro. Senhor dos Anéis. Bilbo. Frodo. Gandalf. Aracnídeo. Ataque. Veneno. Dor. Inchaço. Tontura. Alucinações.

Fui para picar umas aranhas e acabei sendo picado por uma.


Quarta-feira, Fevereiro 13, 2002

 
Sim, este blog está paradão mesmo. É que, além de estar sem assunto (e não estar muito a fim de escrever) ultimamente, fui picado por uma aranha venenosa, o que me deixou meio mal. Ok, posso até estar desenvolvendo meu instinto-aranha e ganhando a habilidade de subir nas paredes mas, de qualquer forma, nada que colabore, ao menos por enquanto, com a melhoria do conteúdo deste blog.

De qualquer maneira, se vocês querem entrar nesta página e ler algo novo e interessante, não percam o emocionante debate de Ricardo "Mano de Piedra" Nishizaki x Geraldo "Azeitona" Oliva, nos comentários do post de 18 de janeiro de 2002.


Sábado, Fevereiro 02, 2002

 
Dia desses, por conseqüência de minha profissão, fui numa reunião com o presidente de um dos cinco maiores bancos do país.

Era cedo, ambiente sóbrio, mesa retangular enorme, cerca de 20 pessoas, das mais diversas designações, esperando o presidente para que a reunião tivesse início.

Eis que entra um homem alto e grisalho, na casa de seus 60 anos, de terno escuro, postura sisuda, voz grave e gestos comedidos. Atrás dele, uma pequena trupe de assessores, secretárias e afins. Todos levantam: era o presidente.

Após os cumprimentos regimentais, teve início a reunião.

Por cerca de 3 horas, todos atentos, quase tensos, ouviam as instruções e opiniões do presidente, com respostas que variavam entre "Sim, Sr. Presidente", "Pois não, Sr. Presidente", "É pra já, Sr. Presidente", "Já estamos verificando, Sr. Presidente".

Finda a reunião, todos levantam e, vagarosamente, deixam a sala semi-cabisbaixos, atrás do presidente, como em procissão.

De repente, o presidente olha para trás, em direção a agora vazia mesa de reunião, e pergunta: "Quem esqueceu aquele paletó?”.

Alguém havia deixado um paletó pendurado numa cadeira vazia, o que, sabe-se lá como, despertou a atenção do importante sujeito.

O presidente, então, intrigado, volta para a sala de reunião, seguido por sua desorientada trupe. Pega o paletó, olha em volta e pergunta novamente: "De quem é?".

Como ninguém respondesse, o presidente, aconselhado por um de seus assessores, vasculha os bolsos a procura de alguma evidência que pudesse revelar quem era o dono do enigmático paletó. Em um dos bolsos, o presidente acha uma carteira. Abre-a, olha e fala, resignado: "Ah, é do Mendonça..." (N.A.: Mendonça é o Diretor Financeiro do banco, que havia saído minutos antes do término da reunião, para tratar de mais um assunto urgente).

Resolvido o mistério e aparentemente reinstaurada a normalidade, eis que o presidente tem um instalo e, pela primeira vez em toda a manhã, emite um enorme e reluzente sorriso, dizendo: "Ei, vamos escondê-lo???"

Surpreendendo a todos, o até então sisudo presidente, tomado pelo espírito da traquinagem, começa a saltitar, lépido e contente, como uma criança no parque, em busca de um lugar para esconder o paletó do Mendonça, balbuciando marotamente: "Vamos colocar atrás da cortina....Ah, não, aqui não dá......e neste armário?...Hum, não tem espaço...Ah, já sei, vou colocar nesta gaveta vazia aqui!".

Todos, claro, observavam o poderoso e agora serelepe homem concretizar sua travessura. Uns perplexos, outros desconcertados e eu, evidentemente, segurando a gargalhada.

Após dobrar o paletó do Mendonça e colocá-lo na gaveta, o presidente, como se acordando de um sonho e voltando à modorrenta realidade, reassume sua postura circunspecta, dizendo seriamente, como se nada tivesse acontecido: "Pois não, senhores, podemos ir?". E fomos todos, no rastro do sujeito.

Quanto a mim, sem dúvida, mais importante do que me inteirar das importantes decisões tomadas na reunião, foi descobrir a técnica que um homem, massacrado pelo poder e responsabilidade, utiliza para manter sua sanidade mental intacta.


Sexta-feira, Fevereiro 01, 2002

 
Hoje recebi um curioso e-mail perguntando quais seriam minhas influências com relação à forma de escrever.

Interessante pergunta, embora de resposta simples: não tenho influências.

Isso não porque eu seja um redator criativo, inovador e iconoclasta. Pelo contrário. Na verdade, decorre do fato de que, no meu caso, a escrita não é uma virtude pessoal que mereça a referência a grandes autores. Ter influências, portanto, seria pretensão infundada.

Todavia, devo afirmar que se, hipoteticamente, tivesse influências, as mesmas referir-se-iam principalmente a: Machado de Assis, Nelson Rodrigues, Luís Fernando Veríssimo e Paulo Talarico.


eis o descrente:

metalinguagem
desenbuche
ICQ 12729738

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