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Segunda-feira, Julho 29, 2002

 
Este blog subiu no telhado.


Terça-feira, Julho 16, 2002

 
Há noites que não podem passar batidas. Semana passada, vivi uma delas, traduzida num turbilhão trash-cult insuperável. Mesmo com anos de experiência nas costas, poucas vezes me senti tão trasher, poucas vezes me senti tão hype.

Explico. Quinta-feira, o dia estava morno, e a noite chegava cabisbaixa. Eis que recebo uma ligação da cara amiga Marina Caruso, sempre antenada, com uma notícia bombástica:

“Luís, lembra da Rosana, aquela do “Como uma Deusa?”

“Sim, sou um trasher, claro que lembro!”

“Pois então, hoje haverá um show dela no Café Teatro Uranus!”

Longa pausa silenciosa para assimilar a notícia .....

“Uau!”

Sim, ela mesma, Rosana, portadora daquele cabelão com franjinha, daquela voz metálico-anasalada e daquele repertório romântico-brega. Ela, em pessoa, sumida desde a época em que brilhava nas trilhas sonoras das novelas das oito, no Cassino do Chacrinha, no Globo de Ouro. Rosana, ressurgida das cinzas, tal qual uma Fênix canora, daria o ar de sua graça em pleno Café Teatro Uranus, sob o nosso testemunho.

E lá fomos nós - Eu, meu fiel escudeiro trasher Nishi, minha amiga e cantora de escada predileta Bel, a onipresente Marina Caruso, a até então desconhecida Lelê, entre outros agraciados pela sorte.

Chegando ao Café Teatro Uranus (para quem não conhece, trata-se de um inusitado cabaré cult perto do Minhocão, ou seja, um lugar topograficamente apropriado para eventos bizarros), não tivemos dificuldades em estacionar o carro. O local estava deserto. Estranho. Seria verdadeiro o tal acontecimento?

Na recepção do lugar, entretanto, a dúvida se desfez: um grande cartaz, com a foto da diva em pose sexy, anunciava o espetáculo que estava por vir: “Rosana: Intimidade”. Sim, era verdade, era ela mesma, Rosana, quem esperava por nós. A imagem do cartaz, por sinal, provocou súbitos frêmitos neste que vos escreve:

“Nossa, olha só essa foto da Rosana! Como será que ela continua tão gostosa depois de tanto tempo???”

“Photoshop, Luis, photoshop.......” – respondeu a cética e futura designer Bel, jogando um balde de água gelada na minha libido.

Entramos rápido, afoitos para pegar um bom lugar para assistir ao espetáculo. Ao entrarmos, surpresa. Não era necessário correr. Havia no recinto, estourando, umas 20 pessoas, das quais, posteriormente, viemos a descobrir que mais da metade era formada de parentes e amigos pessoais da Rosana....Bem, ok. Aliás, melhor. Show da Rosana particular, só para nós. O que mais poderíamos querer?

Demora, mistério, apreensão. O tempo passava e nada do show começar. E nada de novas pessoas chegarem também. Permanecíamos nós, 20 espectadores, neste momento já promovidos a 20 testemunhas, esperando o desenrolar da noite. Será que ela não vem? Seria um trote? Seria tudo ilusão? Um sonho? Oh, e agora?

Mas, antes que o desespero baixasse completamente, eis que a música ambiente pára, as luzem se apagam, as atenções se voltam ao palco. Um locutor anuncia sua presença, começa-se a ouvir sons de instrumentos musicais....sim, lá vinha ela, Rosana, depois de tanto tempo, com sua banda de apoio.

Banda de apoio? Ué, o som já estava rolando e o palco permanecia vazio? Hum......cheirão de payback no ar. Antes que pudéssemos entender o que acontecia, ela, Rosana, em carne e osso (mais carne do que osso), adentra o palco, cantando uma música péssima, que eu nunca ouvira antes. Vestido preto curto, que deixava ver sua calcinha em momentos extremos, cara esticada e siliconada, o mesmo cabelão, silueta avantajada, pernas roliças e uma bunda do tamanho da Praça Onze (sim, photoshop).

Eis que se fez a cena: cantora decadente, playback mal feito, música ruim, casa vazia......enfim: Genial!!!!!

Foi emocionante! Na verdade, ela não estava decadente. Ela era a própria decadência! Plena, absoluta, a decadência em pessoa, roliça e flácida, saltitando, ao som de playback, nossa frente! Foi um momento inesquecível. Urramos todos. Quem viveu, viu e ouviu.

Duas músicas playbackadas, ela pára e se dirige ao público. Começava o ritual de conquista. Ligeiramente constrangida, porém sempre carismática, disse que estava muito feliz de estar lá, com os (literalmente) amigos presentes. Disse que o show tinha sido planejado para momentos íntimos (por isso chamava-se “Intimidade”), e que era um show que ela tinha feito para cantar na sala de estar de sua casa.

Nisso, chamou Willian, seu assistente de palco chaveirinho, membro órfão de seu crew, e o mesmo lhe trouxe um violão de 12 cordas. Pegou a viola, sentou num banquinho e seguiram-se músicas após músicas, umas conhecidas, outras nem tanto, umas próprias (como “Johnny Kid”, uma canção, segundo ela, em homenagem a um menininho), outras de terceiros (Djavan, Vinícius, Sullivan & Massadas etc), porém todas legais. Sério mesmo. A mulher estava mandando bem. Foi ao piano, e continuou mandando bem.

Nós, testemunhas, já conquistados, vibrávamos e cantávamos, ajudados pelos garçons e barmen, que gritavam conosco, sabe-se lá se empolgados, sabe-se lá se para disfarçar o vazio da casa.

Pausa, volta o playbackão. E ela mandando um repertório bem variado. De “Got to be Real” a “What’s Going On”, de “Voulez Vous Couchez Avec Moi” a “À Francesa”.

Tudo ia bem, tudo parecia, na medida do possível, normal, quando veio, então, o ápice da noite. Estávamos entretidos, aguardando o que deveria ser apenas mais uma música, quando o inconfundível e nostálgico som de bongozinhos começou. Não havias dúvidas: como um furacão que nasce de uma brisa, o hit dos hits estava chegando.

Ocupamos, como pudemos, a extensa frente do palco, e embriagados de cerveja, vodka, música e trashice, entramos em transe, cantando em uníssono: “Como uma Deusa, você me mantém......”. E a Rosana, agora de fato transformada em deusa, pairava no palco, regendo a todos, e fazendo aquela célebre coreografia de mãos que há muito havíamos assistido no clipe do Fantástico. Genial, genial, genial!!!

A música acabou, mas nós, claro, não estávamos satisfeitos. Continuamos a entoar a música tema de Édipo e Jocasta, em capela. No que fomos acompanhados pela deusa. Que momento!

Acabara o show e, após a sua despedida, pedimos, claro, bis. O que não foi lá muito fácil, posto que éramos cerca de 8 pessoas gritando num lugar relativamente grande. Entretanto, nosso esforço valeu, e conseguimos trazer a diva de volta.

Sentou ao piano, cantou um Belchior (“Como Nossos Pais”), mais algumas músicas e esvaiu-se novamente, absoluta.

Mais tarde, reapareceu, já entre as mesas. Fomos lá, em fila, numa verdadeira peregrinação, abraçá-la. E fomos recebidos de braços abertos, com uma simpatia ímpar. Nishi, inclusive, teve a honra de ser reconhecido pela deusa, que disse, feliz, ao vê-lo: “Ah, estou te reconhecendo, você vem sempre nos meus shows, não?”. A-há, Nishão, escondendo o jogo!

E quanto tudo parecia sublime, já sem mais nada a acrescentar, outro fato genial ocorre. Recuperávamo-nos, num sofazão, do impacto da noite, quando um sujeito bizarro, sósia do Raul Seixas, vestido de moletom vermelho, começou, num mezanino próximo, a fazer uma performance no estilo go-go girl absolutamente hilária, das coisas mais engraçadas que já vi na vida.

E Nishão, velho de guerra, senhor de todos os segredos, príncipe nipônico das academias da Saúde, aproveitou a ocasião de deleite coletivo e não deixou por menos, atracando-se calorosamente com a jornalista hype mais próxima, numa performance de deixar Don Juan no chinelo, Casanova com cara de mico de circo. Nishão, para variar, mandando muito bem, na empolgação, sobrando inclusive mordidas e dentadas para os incautos que ousassem passar por perto.

Bem, em suma, foi uma noite esplendorosa, dessas que ficarão incrustadas em nossa memória para todo o sempre. Mais uma noite antológica deste ano que, surpreendente e felizmente, está sendo repleto de noites fantásticas. Saravá!


Quinta-feira, Julho 11, 2002

 
Entrando na onda do Danilo e do Bigode, algumas das capas mais ridículas de todos os tempos, chupadas do site do futuro papai Paladas:



E, os afoitos, aguardem, pois Rosana vem aí.


Sábado, Julho 06, 2002

 
Tenho a impressão que meu professor de spinning da academia lê meu blog e, pior, não vai com a minha cara.

Dá para acreditar que hoje, num intervalo de apenas 1 hora, o sujeito conseguiu a façanha de tocar "músicas" de Bon Jovi, Van Halen (2x), Aerosmith, Iron Maiden, U2 e ainda um New Age chato de doer?

Tudo isso no decorrer de uma mesma aula que, repito, dura apenas uma hora! Ou seja, ficar, feito um condenado pedalando uma bicicleta imóvel já não é das coisas mais agradáveis. Ouvindo essas coisas, então, parecia tortura eterna! Na boa, se, na hora, me perguntassem qualquer coisa, eu confessava.

Sei não, tô achando que é realmente perseguição pessoal, pois não é possível alguém ter tamanho mau gosto. Bem, vou dar mais uma chance ao cara. Se, da próxima vez, ele tocar Guilherme Arantes, aí não terei mais dúvidas: o negócio é comigo mesmo. E me sentirei autorizado a quebrar a porra da bicicleta na cabeça do modefãca.


Terça-feira, Julho 02, 2002

 
Os 10 estilos musicais que mais gosto:

1 – Jazz
2 – Rock n´Roll
3 - Chorinho
4 – Samba-Rock
5 – Clássico
6 - MPB selecionada
7 – Samba
8 – Blues
9 – Tango
10 - Drum n' Bass

Os 10 estilos musicais que mais abomino:

1 – Guilherme Arantes
2 – Pagode Romântico
3 – Axé Music
4 – Sertanejo Moderno
5 – Metal Melódico
6 – Funk Carioca
7 - Dance Music Poperô
8 – Pop Mela-Cueca
9 – Forró Universitário
10 – New Age


eis o descrente:

metalinguagem
desenbuche
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