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Domingo, Janeiro 26, 2003

 
Os 30 melhores detetives/agentes/inspetores/investigadores/policiais de ficção, de todos os tempos:

1 - James Bond
2 - Sherlock Holmes
3 - Miss Jane Marple
4 - Hércules Poirot
5 - Jules Maigret
6 - Denny Colt (the Spirit)
7 - Jacques Clouseau
8 - Sam Spade
9 - Phillip Marlowe
10 - Maxwell Smart
11 - Angus MacGyver
12 - Theo Kojak
13 - Charlie Chan
14 - Jake Gittes
15 - Simon Templar (the Saint)
16 - Dick Tracy
17 - Nick and Nora Charles
18 - John Shaft
19 - Harry Callahan
20 - Perry Mason
21 - Thomas Magnum
22 - Tony Baretta
23 - Peter Gunn
24 - Tin Tin
25 - Ed Mort
26 - Axel Foley
27 - John McClane
28 - Kate Mahoney
29 - Columbo
30 - Nero Wolfe


Sábado, Janeiro 25, 2003

 
Ôpa, 25 de janeiro, parabéns São Paulo. Tapinhas nas costas e apertão de mão! Segue fundo meu irmão, que nós gostamos de você!
 
Yah! Acabei de receber a biografia do Neto - "Eterno Xodó"!! Nos próximos dias, mais cultura literária aqui!

Quinta-feira, Janeiro 23, 2003

 
Dossiê Vitamina C: melhores e piores

A nº 1 - Energil C - Tem boas propriedades dissolutórias. Mesmo quando a água é gelada efervesce rapidamente. A cor é intensa e o sabor bastante adocicado sem ser enjoativo. Apesar de campeã, não é perfeita: a embalagem é muito pequena, não servindo bem como bottleneck para tocar violão e guitarra.
A vice-campeã - Cebion laranja - Faz parte da minha infância ver aquele comprimidinho laranja se dissolver e se transformar numa espécie de fanta Laranja automática. O sabor é muito bom também, não sendo tão doce quanto a Energil C. Mas perde-se no tempo de efervescência, uma variável importante nessa vida corrida que levamos. A embalagem é adequada.
Terceira colocada Redozon sabor laranja - Das laranjas em comprimidos efervescentes, a mais fraca. Tempo demorado, sabor insosso e ainda a apresentação é ruim, sendo o que tem a coloração mais fraca. Parece suco de laranja com água, bem distante do padrão Crush das outras duas. E a embalagem é muito comprida. Sabe-se lá porque motivo, é a que dá mais mijaneira.
Quarto lugar - Citrovit - Inova pelo seu formato de pozinho granular. mas não é grande coisa. Ao invés do que se pode imaginar, isso não significa uma efervescência em prazo recorde. E o pó tende a se acumular no fundo do copo, resultando em um líquido decantado e não-homogeneizado. Por fim, o formato envelope é uma merda, é impossível qualquer tentativa de slide guitar com aquilo.
Quinto e deprimente último lugar Redoxon limão - É revoltante o seu sabor. Vitamina C tem que ser sabor laranja. Reúne as desvantagens do redoxon laranja com um sabor que não chega a lugar algum.

É de se salientar que a análise se pautou basicamente pelos critéiros apresentação, sabor, velocidade de efervescência e embalagem para tocar slide guitar com ela servindo como bottle neck. Por tal motivo, não foram incluídas as marcas de vitamina C capsular ou em comprimidos não-efervescentes. Da mesma forma, por ser uma análise de Vitaminas C, não se incluiu o Sal de Fruta Eno sabor laranja.

 
_ Aceita picanha, senhor?
_ Aceito!
(...)
_ Picanha, senhor?
_ Afeitchu. Nham!
(...)
_ Picanha, senhor?
_ Sfim.
(...)
_ Picanha nobre, senhor?
_ Chomp, chomp, aceito!
(...)
_ Picanha de búfala, senhor?
_ Pode pô aí!
(...)
_ Pican...
_ Aceito!
(...)
_ Picanha de leitão, senhor?
_ Hum... ok, aceito.
(...)
_ Picanha com alho, senhor?
_ Sim, sim!
(...)
_ Picanha, senhor?
_ Pois não!
(...)
_ Picanha nobre, senhor?
_ Burp! Desculpe, aceito sim!
(...)
_ Picanha com alho, senhor?
_ Aceito, obrigado.
(...)
_ Posso trocar o prato, senhor?
_ Sim, e por favor, você poderia pedir para passar uma picanha aqui?
 
Essa história é meio velha e já andou circulando a net, mas não dá para não rir, é muito cômica a situação do molequinho.


 
Sobre a cutícula:

Se cutícula fosse legal, não começava com "cu".

Quarta-feira, Janeiro 22, 2003

 
Unha é um negócio tão idiota, né? Só serve pra crescer, crescer e, eventualmente, doer. Unha encravada, unha quebrada, unha amassada, unha pisada. Unha é um treco tão feio que a mulherada pinta e deixa crescer em formatos aerodinâmicos para parecer mais bonito. Unha atrapalha a vida. Unha serve para o homem ter mais um ponto de tortura, o famoso espinho embaixo da unha. E pra que unha? Embaixo da unha tem pele, como em todo o resto do corpo. Se arrancamos as unhas, ficamos com dedos inteiriços e pele idem. Proteção? Se for pra machucar, vai machucar de qualquer jeito, porque unha dói.

Tem gente que vai dizer que unha pode servir para raspar coisas, como chave de fenda, enfim, um apêndice útil como quebra-galho. Oras, o homem é um ser racional justamente porque inventou as ferramentas, não? Unha serve pra raspar? Na falta de unha, raspamos no poste, com uma chave, até com o dedo. Nem preciso falar nada sobre chave de fenda, né? Se unha fosse útil por causa disso, eu também quereria um apêndice no meu corpo que serviço como martelo, outro como faca, outro como tesouras! E isso porque falamos das unhas das mãos, que só usamos dessa maneira porque somos seres racionais e aprendemos a tirar partido de nossas conformações anatômicas. Mas e as unhas dos pés? Pra que servem?

Unha, humpft! E ainda é uma palavra a mais no vocabulário quando queremos aprender outras línguas. Bah!

E não percam. No próximo post, uma análise sobre as cutículas!

Terça-feira, Janeiro 21, 2003

 
Começou com uma comichão estranha. Coceira, tipicamente. Mas, quando eu coloquei a mão lá onde coçava, descobri que... não conseguia achar onde coçava. Quer dizer, eu tinha a sensação de que coçava ali, bem ali, mas quando efetivamente cocei descobri que... não era uma coceira o que me incomodava. Era algo parecido com uma coceira, mas a coceira, quando nós coçamos, se satisfaz. E aquilo não, não se resolvia com uma coceira. Desesperei, tentei a tática da múltipla coçada em grandes extensões. Cocei por toda a região, cocei o corpo por inteiro, praticamente. Nada. Parecia que quando a minha passava por cima de onde estava coçando, eu coçava um lugar onde não coçava, entende? Tente fazer isso, coce a barriga nu, lugar onde não está coçando. A sensação é idêntica. E eu tentava atingir a maldita coceira. Imaginando que a coceira era só uma sensação cerebral, desesperado tentei coçar o cérebro e a bariga ao mesmo tempo. Ótimo, agora além de angustiado, parecia com um chimpanzé! E o sentimento de angústia e a sensação absurda?

Pior de tudo é que ao ficar passando e repassando esses momentos, fiquei obcecado pela coceira. Tudo começou a coçar. e um coça-coça meio tolo, meio bobinho, restrito. Coçou uma vez, passou. Aí aparece em outro lugar e dá uma coçadinha rápida. E coça aqui, coça ali. De repente, não sinto mais a coceira originária, mãe de todas as coceiras. Nem lembro onde coçava sem coçar.

Sem entender nada, cocei a cabeça com uma cara de acalentado espanto e voltei a viver o meu dia.

Segunda-feira, Janeiro 20, 2003

 
IO VOGLIO UNA DONNAAAAAAA!!!
 
Curioso. Ultimamente, venho tendo uma crescente e inédita vontade de comer doces, pricipalmente os que contém chocolate.

Seria alguma espécie mandinga que um leitor malicioso e desaforado fez contra mim, em virtude de minhas recentes declarações contrárias a tal alimento?

Estranho, muito estranho.....


 
Mais da série "eu adoro":

- Eu adoro, quando menos se espera, fazer a posição Cobra-kai que o Daniel-san usou no Karatê Kid. Em qualquer ocasião.
- Eu adoro papel-bolha.
- Eu adoro polenta.
- Eu adoro bronzeado de quem tomou sol na laje de casa.
- Eu adoro pisar em poças de água e molhar os outros.
- Eu adoro ficar de cueca em casa.
- Eu adoro o "plim" das máquinas de escrever.
- Eu adoro chutar castelos de areia na praia.
- Eu adoro abrir plástico de CD.
- Eu adoro a palavra "peixe-boi".

- E eu odeio espinha dentro do nariz.

Domingo, Janeiro 19, 2003

 
Eu tenho uma certa prevenção em relação a posts de natureza musical. Talvez porque leve isso muito a sério, talvez porque quando eu vou ver, estou discutindo de forma extremamente acalorada com quem discorda dos meus gostos e das minhas opiniões. E essas minhas opiniões algumas vezes tendem a ser polêmicas, quer seja porque eu gosto de algumas coisas não necessariamente comerciais e vendáveis, quer seja porque por vezes me afeiçôo a coisas extremamente pop.

Afinal, ao mesmo tempo que se diz por aí que quem "gosta de tudo um pouco" na verdade não gosta de nada - ou não sabe nada de música - , também é de senso comum dizer-se que as pessoas que gostam só de um ou poucos estilos de música é que manjam verdadeiramente destes estilos. E eu, que sou meio guloso em relação a música, gosto de muito mais coisas do que um "especialista purista", ou uma "pessoa que entende do riscado".

Essa introdução, que eu não sei se é procedente ou não - na verdade, não existe lá muita exatidão em opiniões, já que subjetivismo é a alma do negócio em ciências e relacionamentos humanos - serve para dizer uma coisa, para aqueles que acham que entendem de música:

Puta que o pariu! Querem gostar de Capital Inicial? Querem gostar de Jorge Vercilo? Querem gostar de Tribalistas, de LS Jack? Tá, não posso fazer muito pela alma de vocês. Mas não externem essa opinião, não falem bem desse tipo de merda, não incentivem, não comprem discos, sei lá! Pombas! As pessoas que "gostam de tudo" podem acabar entrando na onda de vocês (como já é, infelizmente, de praxe) e acabar achando que é legal gostar dessas coisas! Em terra de cego quem tem um olho é rei, mas senhores caolhos, TENHAM CONSCIÊNCIA de sua falta de visão! Existe uma divisão entre o inadmissível em qualquer hipótese e aquilo que não gostamos mas temos que respeitar. Por exemplo, eu não gosto de U2, mas sou obrigado a respeitar (sei lá a razão, mas enfiaram na minha cabeça que tenho que respeitar). Mas Capital, Tribalistas, essas coisas estão fora do admissível e do respeitável!

Agh!

 
Continuando o serviço de utilidade pública, mais uma recomendação de site de uma integrante da nossa grandiosa indústria etílica nacional! Indústria de bebidas Primor, que faz a concorrente da Catuaba Selvagem, a Catuaba Milagrosa, além de utilizar o seu know-how para produzir também a Catuaba Amazônica. E faz também a Vodka Sputnik!

E gente, não se esqueçam! Hoje é aniversário do Cabeça, ou "head", como ele costuma assinar nos comentários, assumindo um anglofonismo insustentável dentro de um blog nacionalista como este.

 
Essa notícia (clique aqui!)do Celacanto é muito séria e me deixou alarmado. Potássio, gente, potássio! Potássio é preciso, viver não é preciso!
 
Nessa minha breve existência internética - acesso a Web apenas há 7 anos - um hábito e tornou corriqueiro para mim pelo menos há 4 anos, e que cultivo todo santo dia. Sim, eu recebo o horóscopo do Elefante e o leio todo dia, nos meus e-mails matinais. Fonte de sabedoria e forma de me precaver das interpéries que podem me atingir, os e-mails horóscopos de "O Elefante" são um fio condutor de minhas ações durante o decorrer do dia. Suas sábias palavras ecoam em meu consciente e até mesmo no meu subconsciente durante todo o dia. Sei disso porque nas raras vezes em que suas precisas e certeiras previsões não atingiram a realidade, acabaram se concretizando nos meus sonhos.

Ontem mesmo, dia 18/01, alguns sábios preceitos me foram recomendados e eu busquei segui-los à risca: "boa oportunidade de você mostrar seus talentos, com a lua em oposição ao Sol"; "Os verdadeiros amigos são aqueles que parecem estar sempre próximos de nosso coração"; "seja feliz.". São coisas que enternecem o meu rumo nessa longa estrada da vida, onde vou correndo e não posso parar, na esperança de ser um campeão, alcançando o primeiro lugar.

Além disso, "O Elefante" também é fonte de cultura. Neste mesmo dia comemora-se a morte de Rudyard Kipling, o dia da Santa Priscila e o Dia Internacional do Riso.

Mas, enfim, o que queria dizer é que estou terrivelmente deprimido, sem saber o que fazer num momento como esse, num dia como esse, no qual O Elefante simplesmente falhou e não me entregou o hosróscopo. E agora, o que fazer? Como viverei sem teus efusivos e pertinentes conselhos, ó sábio guru proboscídeo?

Quinta-feira, Janeiro 16, 2003

 
Hoje é o dia da Vanessa Marques. Parabéns menina-morfina! Desejo-te milhos verdes a dar de rodo, catuabas, um joelho novo e muitas felicidades!
 

Quarta-feira, Janeiro 15, 2003

 
Site surpresa: cliquem aqui e verão o suprasumo da indústria etílica nacional!
 
_ Ahh.. eu quero!
_ Eu também!
_ Vamos?
_ Só se for agora!
_ Você começa ou eu?
_ Pára de encheção e começa logo!
_ Sozinho?
_ Ah, se liga! Quando você começar eu começo também, né? Não se faz isso sozinho.
_ Olha, até se faz, sabia?
_ Você me entendeu! Se estamos nós dois aqui, não vamos fazer sozinhos, né?
_ Lógico que não, até porque eu não estou sozinho, estou contigo!
_ Pára, que você tá me confundindo! Se você não começar eu começo.
_ Mas não era eu?
_ Sei lá, sei lá, pô! A gente tem que começar logo, só isso! Senão vai perder o clima.
_ Mas que clima, meu Deus? Desde quando precisa de clima pra fazer isso?
_ Lógico que precisa, oras!
_ Eu nunca fiz com clima nenhum.
_ Não?
_ Não, pra mim isso é frescura.
_ Jura?
_ Lógico!
_ Ah, não acredito, pára com isso!
_ Parar com o que? Nem começamos!
_ Lógico, você não pára de falar!
_ Mas eu só tô te respondendo!
_ Você responde demais! Não era mais fácl simplesmente fazer?
_ Simplesmente? Na-na-ni-na-não. É necessárioa uma preparação.
_ Preparação? Mas você acabou de dizer que não precisava de clima nenhum, que isso era frescura.
_ Uma coisa é o clima. Outra é a preparação. Eu disse que faço no sol, na chuva, no nublado...
_ Não era esse clima que eu tava falando! Era outro! Era justamente... ah, deixa pra lá. Agora perdeu de vez o clima.
_ Como, você vai desistir?
_ Vô.
_ Ah, não faz assim não... por que essa carinha triste? Vem cá, vem...
_ Ai, me deixa...
_ Não, não deixo não... como vou deixar você, assim, de uma hora pra outra, hein? Olha pra mim... isso, tá vendo que maravilhoso nós somos juntos?
_ Ah... até somos, mas é que a gente discute demai...
_ Psiu. Não fala nada... só me acompanha...
_ Mmmm...tá...
_ No três?
_ Tá...
_ Um, dois... três!
_ "Foi um sonho de verããão, numa praaaaia..."
 
_ Eu nunca, nunca vou deixar de ser eu mesmo! Jamais! A minha alma é só minha e eu, só eu, mando nela. E o princípio da liberdade de expressão e de pensamento? Isso é garantido pela Declaração de Direitos Humanos e eu sou um humano com direito até que provem o contrário. Portanto, não me peçam para ser uma pessoa diferente do que sou. Minhas atitudes, minha dignidade e o meu jeito de ser são meus e eu...
_ Ei, psiu!
_ Oi? O que foi?
_ Dá pra você falar mais baixo?
_ Mas eu estava dizendo justamente agor...
_ Eu sei, eu sei, isso é bonito e coisa e tal, mas é que tá meio fora de moda, sabe?
_ ...?
_ Veja bem, pra começar, esse negócio de ser, não ser, já foi dito antes, há muito tempo atrás. Além disso, você acha que realmente alguém quer te conhecer desse jeito, sendo o que você é? Parece um cavalo chucro, relinchando por aí!
_ Não importa, eu sou o que sou e...
_ Tá bom, tá bom. Olha, escuta aqui. Te dou R$ 50,00 pra você ser o que você em outro lugar, tá? Poxa, tá um dia tão bonito e eu tô querendo ser eu mesmo, aqui, nesse solzinho gostoso, essa graminha macia...
_ Você acha que eu vou me vender por essa merreca, cara? Jamais! Eu sou eu, e falo na hora que quis...
_ R$ 100,00, certo?
_ Isso é uma vergonha! Isso é uma verg...
_ R$ 200,00 por conta da imitação do Boris Casoy!
_ Meu caro, o problema não é dinheiro. O problema sou eu. Eu sou eu!
_ Ah tá. E quando o seu eu vai se cansar disso?
_ Jamais! Eu não me canso disso! Ninguém calará a minha voz! Eu sou quem eu sou e ninguém vai mudar isso!
_ Tá bom, abaixa as calças aí.
_ O que?
_ Eu quero te mostrar quem eu sou. Abaixa aí!
_ Peraí, cara. Abaixa essa arma! Cê tá doido?
_ Não, eu gostei do que você disse e eu quero ser eu. E o meu eu diz que você vai me dar uma chupadinha agora. Durante muito tempo eu me reprimi, mas depois de te escutar resolvi dar asas ao meu eu! Olha só as minhas asas, ó! Ó o meu caralhinho voador. Vem provar o meu eu!
_ Que é isso? Que é isso? Tira as mãos de mim! Socorro! Socorro!
_ "O que é isso"? Ah, então é virgenzinho, é? Vem pro papai, vem!
_ Munft! Mmmmm...

Moral da história: Em boca fechada não entra mosquito. Nem outros bichos alados.

 
Estive pensando: eu gostaria de ser um ourives. Não pela função, não por mexer com ouro, nada disso. Eu gostaria de ser um ourives por causa do nome da profissão. Deve ser legal ter um cartão de visitas onde esteja escrito logo abaixo do meu nome uma ocupação como "Ourives". E em letras prateadas.

Terça-feira, Janeiro 14, 2003

 
Aviso aos navegantes. Em razão de um imbróglio envolvendo a Globo e a Intermega, os sites que estavam sediados nessa última acabaram tendo o seu domónio alterado, sem mais nem menos, pegando de surpresa, inclusive, os próprios donos dos sites. Onde se lia "intermega.globo.com", leia-se "intermega.com.br". Essa alteração afetou, dentre outros, o site da querida Morfina. Assim, para acessar o blog mais morfínico do Brasil, atualizem os seus bookmarks para http://intermega.com.br/morfina, ok?
 
Resenha literária: Almanaque do Chico Bento, nº 72, dezembro/2002, ed. Globo.

Em primeiro lugar, eu quero deixar bem clara a minha indignação com o fim dos almanacões de férias, que tanto fizeram pela juventude deste país. Tive que me contentar com o Almanaque do Chico Bento, uma reedição das melhores histórias, segundo os critérios do próprio Chico Bento, como ele mesmo alerta já na primeira página. Sinceramente eu o senti meio constrangido e acho que ele foi ameaçado para "escolher" as histórias que os editores queriam, mas por não ter provas passo diretamente à crítica, não sem essas ressalvas. Vocês vão ver porque!

A primeira história é a "Aonde a vaca vai...", uma aventura na qual o Chico Bento enfrenta animais bravos e obstáculos naturais diversos para recuperar a sua vaquinha Malhada, que fugira do currar. Essa história tem dois momentos um tanto quanto... picantes. O primeiro é quando o Chico enfia "sem querer" a cabeça na bunda de uma senhora. E o segundo é quando ele sente um calorzinho na sua própria bunda, provindo de um touro reprodutor. Não vou me aprofundar nesses detalhes, mas acredito que seria o caso de se colocar uma advertência na capa do gibi. Logo após vem uma história do Piteco sem graça e a seguir mais sacanagem na historinha chamada "Na moita", onde entre outras cenas, o Nho Lau vê tremer a moita onde o Chico e seu primo Zé Lelé se escondiam. Hum...

A seguir mais uma história chata, desta vez do Papa-capim. Hã! Os editores usaram a manjada tática de intercalar uma história "com mensagem" com outra que revela os verdadeiros e perversos impulsos desses capiaus. Afinar, a próxima se chama "buscando lenha" e já começa com o Chico Bento tendo pensamentos eróticos com a Rosinha. O que esperar disso, hein, hein? Nem quis ler o restante da história, preferindo manter a minha integridade moral. E falando em moral, a história seguinte acaba por trazer um velho papinho-furado, mostrando a pérfida manipulação das massas pretendida com esse gibi. É uma história do Jotalhão, na qual ele prega o fim da circunferência abdominal. Dentre outras pérolas, o elefante verde diz que "o animal civilizado começa a morrer pela barriga". Deve existir um lobby de academias e indústrias alimentícias light na Editora.

Com o transcorrer da leitura a situação vai ficando cada vez pior. Temos mais adiante uma chamada... "A cabritinha Lili"! E o primeiro quarinho mostra uma cabrita na cama do Zé Lelé! Sem comentários! E no final do gibi eles ainda mostram a história do self-made man Coronel Fagundes! Olhem só, não é Fagundes, mas "Coronel" Fagundes.

Esse Maurício de Souza nunca me enganou... zoofilia, incesto, bestialismo e manipulação das criacinhas... tsc, tsc, tsc!

Segunda-feira, Janeiro 13, 2003

 
Pergunta: o Gene Hackman não envelhece? Acabo de pegar o clássico "Operação França", de 1971, e que dizem ter uma das duas melhores cenas de carros de todos os tempos (junto com Bullit, do Steve McQueen) e percebi já nas primeiras cenas que o cara está com a mesma feição do último filme que vi dele, o dos Tenenbaums. Em 30 anos o cara não mudou praticamente nada. Como isso rola? Qual o segredo?
 
Continuando com a nossa seção cultural, buscando tornar esse blog comum em uma grande veículo de análises, divagações e divulgações culturais e intelectuais, chegou a vez de resenharmos um dos grandes filmes já realizados pela indústria cinematográfica norte-americana.

Trata-se de "O vingador tóxico" (The toxic avenger), um dos filmes mais conhecidos da produtora independente Troma. Realizado na década de 80, e contando com todos os clichês do american way of life, o filme é uma tocante e sensível obra que contempla as transformações do ser humano e a combate de forma sutil a extrema valorização do culto ao corpo e às aparências, demonstrando a grande preocupação social dos idealizadores filosóficos do filme e da produtora.

A história do filme se passa em Tromaville, uma cidade pacata no interior dos EUA que abriga em seu território um depósito de resíduos tóxicos. O herói do filme é o singelo Melvin, rapazote magrelo que é o faxineiro de uma academia de ginástica da cidade e que vive sendo perturbado pelos fortões metidos a gostosões (e respectivas fortonas gostosonas) que frequentam o estabelecimento. Após um incidente, ele acaba caindo num latão cheio de resíduos tóxicos e se transforma do Vingador Tóxico, um ente sobrehumano de aparência horripilante e de força descomunal. Pela sua aparência passa a ser rejeitado por todos, não obstante pratique ações de bom grado, até encontrar uma garota cega que o ama em sua plenitude. Porém, a oposição a ele em Tromaville é forte...

De bela fotografia e com atuações primorosas, o filme injustamente não foi indicado a nenhum prêmio internacional de grande tradição. Porém os seus fãs e a tradição da Troma - que também produziu outros grandes filmes como "Garçonetes em ação", "Espreme-espreme no beisebol" e "A primeira bimbada" - acabaram proporcionando outras 3 continuações menores dessa obra clássica, que tive a oportunidade e o prazer de assistir na telona, em uma sessão bastante concorrida e inesquecível no Cine Belas Artes, em uma tarde de sábado de 2001.

 
Matéria paga

O Senhor Paulo Fernando Talarico foi ver a peça "A bela e a fera" e pediu que divulgássemos tal notícia em todos os meios de comunicação possíveis, por ter achado isso extremamente hype. Além de inserções nos intervalos comerciais da Rede Vida e de materiais publicitários na Folha Universal e no Diário de Viradouro, também fazemos uso do blog do Luis para publicar a notícia.

Seguimos com a nossa programação normal.

Sábado, Janeiro 11, 2003

 
Obituário

Depois da morte do grande, do genial Joe Strummer, no final do ano passado, hoje mais duas mortes de famosos se somam à lista: o primeiro foi o Jorge Lafond, conhecido como Vera Verão e que tinha o hábito de desfilar peladão nas escolas de samba do Rio. Figurinha carimbada dos humorísticos do SBT, parte após problemas renais, respiratórios e depressão.

E a segunda é a do fabuloso e genial Julinho Botelho, ponta-direita da década de 50, titular na Copa de 1954 e que disputava a posição na seleção brasileira com um rapaz que era simplesmente conhecido como Garrincha. O Julinho Botelho, que foi da Portuguesa, do Palmeiras e da Fiorentina, era tão bom, mas tão bom que em um jogo da seleção no Maracanã, ele recebeu uma das maiores vaias de todos os tempos, obviamente porque a torcida carioca queria ver o seu Garrincha, e não aquele paulistinha. Em 10 minutos o Julinho reverteu a situação e foi aplaudido de pé por mais de 200 mil pessoas, encantadas com o seu futebol de dribles precisos e cruzamentos perfeitos, numa das maiores atuações individuais que um jogador poderia ter. Julinho Botelho foi genial.

Pena.

 
Thunder!
Thunder!
Thundercats!
Hooooo!!

Sexta-feira, Janeiro 10, 2003

 
Acatando a sugestão da Mme. Marques e do clã Veríssimo, eu já fiz a minha crítica cinematográfica abaixo e agora passarei a fazer a minha crítica literária, para transformar isso aqui num blog intelectual.

E o livro escolhido não poderia ser outro senão o que estou lendo agora, presente de aniversário que me foi dado pelo dono deste blog, o Luis. A biografia do Paolo Rossi: "Ho fatto il Brasile piangere". Tradução do título a biografia do moço: "Eu fiz o Brasil chorar". Pois é, nostalgia, 1982, um filho da puta magrela com a camisa número 20 fazendo 3 gols no Brasil no Esdádio Sarriá, em Barcelona. Valdir Peres, Leandro, Oscar, Luizinho e Júnior; Falcão, Cerezo, Sócrates e Zico; Serginho e Éder. Um time praticamente perfeito, tirando o goleiro, que deveria ser o Leão ou o Carlos, e o Centroavante, que deveria ser o Careca, mas que estava machucado.

Mas, enfim, falemos da maldita biografia. E por meio dela descubro que: 1) o cara não gosta muito de futebol; 2) o cara é tímido, fala pouco, enfim não é um italiano típico; 3) o cara ficou impressionado com o ódio que os brasileiros têm dele, quando veio para cá em 1987, disputar a Copa Pelé de Masters; 4) o cara só jogou alguma coisa entre 1976 e 1979, nunca foi artilheiro, e só foi convocado porque o treinador da Azzurra, o Bearzto, gostava dele, já que fazia quase dois anos que não jogava por estar suspenso pelo escândalo da loteria esportiva.

A linguagem é jornalística, sem grandes novidades estilísticas. Os capítulos seguem uma intercalação cronológica e de depoimentos de amigos ou conhecidos. É uma tremenda puxação de saco, como não poderia deixar de ser uma autobiografia. O cara não acusa ninguém, não há sangue, drogas, revelações bombásticas. E toda vez que eu pego o livro lembro-me do maldito 05 de julho de 1982.

Eu devo gostar de sofrer mesmo. Mas estou lendo essa joça e vou até o fim! Nem que seja só para poder fazer críticas literárias e cinematográficas e transformar esse blog num treco decente.

 
O tal do Cronenberg é doente. Jesus! É impressionante, cada filme que ele faz é mais perturbador que o outro. O filme novo dele em cartaz, Spider, é, mais uma vez, um espremedor de laranja no cérebro dos espectadores. Na verdade, eu até achei o final previsível, mas o interessante é ver como ele mastiga as informações de um modo no qual o mundo se torna um lugar perturbador demais para se viver são. O Cronenberg é insano e faz filmes insanos que levam pessoas que se acham sãs a perceber como a insanidade está próxima de todos.

Eu, hein?

E agora reestréia Amarcord. Ufa, vamos tirar um pouco desse mofo que me impregnou e ver um pouco de alegria! E o novo 007, hein?

Quinta-feira, Janeiro 09, 2003

 
Tempos difíceis

O ano é 1986. Tempos difíceis, aqueles. O Corinthians já estava há 3 anos na fila e tinha no meio-campo o Cristóvão como titular, no lugar do Dema. O Brasil ainda não tinha vencido os EUA no basquete, no Panamericano que se realizaria no ano seguinte e eu estava com 10 anos de idade, em uma situação complicada na vida.

Era uma época dura. Eu acabara de ingressar na 5ª série, e tinha que encarar uma grade feroz de aulas com diversas matérias que nunca tinha estudado antes. Isso também significava mais cadernos e livros para carregar. Era pesado, e eu não tinha recebido nenhum aumento de mesada por conta disso. Pior, estava em uma ´fase famélica, contando todo dia no almoço apenas com arroz e missoshiru, uma maldita sopa japonesa sem gosto e sem sabor, subsistindo á base do pão com molho da cantina do colégio e uma porção de cebolitos no meio da tarde. Era traumático, visto que passava todo dia em frente à churrascaria Varandão, que me inebriava com aquele aroma churrásquico.

Ingenuamente eu acreditava naquela época que poderia vir a me tornar um esportista de sucesso. Eu já me revelava como habilidoso armador no Centro de Recreação Municipal onde praticava basquete. Também já despontava como talento do vôlei, bem treinado por um professor que dizia ter participado das Olimpíadas de Munique, em 1972. E tinha pretensões em outros esportes também, já que era o mais resistente em corridas de longa distância e acabara de conquistar um certificado de "lambari" na natação, comprovando a minha habilidade em flutuar em águas mais profundas do que a minha própria altura.

Contudo, apesar de tais habilidades, eu não atraía os olhares femininos das garotas da minha turma. Talvez elas ficassem intimidadas com a minha sapiência, mas na verdade acredito que a minha massa muscular da época não era suficiente a ponto de atrair os olhares gulosos daquelas meninotas. Na época eu provavelmente não chegava a 40 quilos. De qualquer forma, mantinha bons contatos com as meninas mais baixas, que também ficavam na frente na fila, respondendo prontamente - talvez gaguejando um pouco, confesso - aos seus apelos e interesses sobre a minha pessoa, principalmente no que dizia respeito a que horas eram e quanto ao tempo que faltava para o final da aula.

Desde aquela época já percebia que o mundo girava em função da troca de favores e interesses entre os humanos. Eu geralmente costumava escapar do corredor polonês na porta da sala. Não porque fosse provavelmente o único que sabia onde ficava a Polônia - capital Varsóvia! - mas sim porque tinha a proteção de um amigo, que por coincidência era o mais alto da sala, ou porque eu trocava a passagem livre por cola nas provas.

Tempos difíceis aqueles...

Quarta-feira, Janeiro 08, 2003

 
Eu adoro colocar a colherinha já molhada de café no açucareiro para pegar mais açùcar e ver o açúcar de dentro ficar marrom e vir todo grudado na colher.
Eu adoro mijar nas pedrinhas de gelo nos mictórios da vida, principalmente se tiver uma fatiazinha de limão lá dentro.
Eu adoro sentar de pernas abertas.
Eu adoro pegar o metrô vazio - raríssimo - e ficar correndo dentro do vagão.
Eu adoro corrida de elevador. E gangorra.
Eu adoro coçar as costas com um coçador.
Eu adoro a cor da espuma da Grapette, da Fanta Uva e da Mirinda Uva.
Eu adoro mascar 4 chicletes e fazer bolonas enormes
Eu adoro estourar as bolonas enormes dos outros.
Eu adoro cortar grama, embora as oportunidades sejam raras. Aliás, acho que é só por isso que eu gosto.
Eu adoro nadar pelado, outra coisa raríssima.
Eu adoro o barulho de cama rangendo.
Eu adoro escovar os dentes no chuveiro e me babar todo.
Eu adoro a sensação de tirar um fiapão de carne do meio dos dentes.
Eu adoro ver a marca da minha mordida numa maçã.
Eu adoro um monte de coisas, mas odeio ter que terminar um texto assim com um "eu odeio" só para que ele tenha um final diferente.

E eu tenho que dizer que essa idéia de texto é declaradamente copiada dos cartuns do Angeli.

 
E o nosso grande amigo Alexandre Paladini, kartista, consultor do Terra Informática, cineasta e dono de site multimídia acaba de receber o seu melhor presente de Natal até hoje, embora levemente extemporâneo. Nasceu a sua filhinha, Bruna, em 27/12/2002, dois dias após o Natal! O Pai-ladini ainda está meio aturdido com a bacurizinha, dando pulos e mais pulos de "iupis" e "obas", entre correrias atrás de fraldas descartáveis e bolões sobre qual a próxima cor do cocô da meninota! Felicidades Paladini-san!!!
 
Não sei se pra todo mundo tá assim, mas eu estou sentindo esse começo do ano de uma forma bem lenta, beeem lenta... Eu demoro 20 minutos para andar até uma padoca que fica a 10 minutos de casa, cada bocejada minha parece durar horas, uma simples coçadinha nas costas é capaz de me tomar uma meia-hora do meu tempo, mesmo este pequeno postzinho à toa demorou um dia para ser escrito...

O que há, o que há? O ano é de mudanças, realizações, mas nesse exato momento eu só consigo pensar na próxima virada de ano, no próximo Reveillon, sossego etc.

Terça-feira, Janeiro 07, 2003

 
Aniversário de mamã hoje... parabéns mamã. Eu sei que você não vai ler o blog do Luis, mas te falo assim mesmo. Aliás, mamã, você nem sabe o que é um blog, né?
 
Vocês não sabem a dor que é perder um porta-CDs com 12 de seus Cds, minha gente. Não foi roubo, não foi furto - eu imagino - foi perda mesmo! 12 CDs, perdidos bobamente numa viagem! Pir de tudo é que eu nõ lembro quais eram esses 12 CDs, vou ter que abrir caixinha por caixinha até encontrar um vácuo doloroso e colocá-la de lado. Tenho certeza que com esforço, a maior parte dos CD´s eu encontro num Kazaa da vida. Mas e aquele CD do João Gilberto - "O mito" - , que reúne os seus três primeiros discos e que teve a circulação proibida logo após ser lançado? Esse é o único que lembro de mais complicado por enquanto, mas o fato é que só a procura intensa na minha coleção irá revelar as crateras que se formaram em meu coração.

Chuif, chuif...

Segunda-feira, Janeiro 06, 2003

 
E esse ano promete. Dentre outros motivos, alguns mais, outros menos relevantes, existe um especial que eu gostaria de dizer com a boca cheia: tem timinhos por aí na...

SEGUNDA DIVISÃO!!!!

Aaaahhh... a primeira do ano!

 
Vortei. Ao contrário do que ocorreu em outros blogs mais educados, tanto eu como o Luis não avisamos que iríamos ficar distante do blog por alguns dias. Eu já voltei, o Luis não. E faz muito bem. Por mim eu não voltaria de Floripa, onde me senti em casa, tamanha a quantidade de paulistas lá. Dias de luz, festas de sol, embora tenha rolado uma cerração meio mala no final da viagem. Mas valeu a pena!
eis o descrente:

metalinguagem
desenbuche
ICQ 12729738

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